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De Onde Vêm os Dados: O Mapa das Fontes Públicas Oficiais Coletadas por Automação

Receita Federal, TSE, CNJ, CGU, TCU, Banco Central, CVM, PGFN, TRFs, TJs estaduais, INTERPOL e OFAC: quais fontes públicas oficiais são coletadas por RPA e o que cada uma entrega.

Jonas HamerskiData Engineer | RPA/Web Scraping | Backend Python1 de julho de 20265 min

"De onde vêm os dados?" é a primeira pergunta de qualquer área jurídica, e a resposta certa nunca é "da nossa base".

Quando a origem é uma base própria de terceiros, você herda um problema de procedência que não consegue auditar. Quando a origem é a fonte pública oficial, consultada no momento do pedido, a procedência é verificável, e é isso que sustenta a conformidade.

Este artigo é o mapa das fontes.


O Princípio: Fonte Oficial, no Momento da Consulta

Duas decisões de arquitetura definem o modelo:

Sem base própria de terceiros. Não existe cadastro comprado e revendido. Existe robô indo à fonte oficial quando você pede.

Sem revenda de cadastro. O que se entrega é o retorno da fonte pública para a consulta que você solicitou, mais o documento oficial quando a fonte emite.

O efeito prático é que o dado nunca está "velho no estoque". Ele é tão atual quanto a última coleta, e o monitoramento cuida de avisar quando ele muda.


O Mapa das Fontes

O alcance atual passa de 58 órgãos e bases conectados, com mais de 238 consultas automáticas disponíveis e mais de 126 documentos oficiais emitidos em PDF na própria fonte. Cobertura federal, estadual e internacional.

Federal: cadastro e situação

  • Receita Federal: situação cadastral, dados de inscrição e emissão de comprovantes.
  • PGFN: inscrição em dívida ativa da União.
  • Banco Central: informações e registros de competência do BC.
  • CVM: registros do mercado de capitais.

Federal: controle e integridade

  • CGU: dados de controladoria e transparência.
  • TCU: registros do Tribunal de Contas da União.
  • IBAMA: informações ambientais federais.

Justiça

  • CNJ: bases nacionais do Conselho Nacional de Justiça.
  • TRF1 a TRF6: Tribunais Regionais Federais, todas as regiões.
  • TST e TRTs: Justiça do Trabalho, superior e regional.
  • Mais de 20 Tribunais de Justiça estaduais: consulta processual e emissão de certidão.
  • MPF: Ministério Público Federal.

Eleitoral

  • TSE: dados de competência da Justiça Eleitoral.

Internacional

  • INTERPOL: listas públicas internacionais.
  • OFAC: listas de sanções do Tesouro dos Estados Unidos.

Fontes difusas: Diários Oficiais, juntas e prefeituras

Além dos órgãos nomeados, boa parte da demanda real vive em fontes pulverizadas: Diário Oficial da União e diários estaduais e municipais, juntas comerciais, portais de transparência, prefeituras e órgãos reguladores setoriais.

Essas são as fontes que mais quebram e as que menos têm API. São também as que mais justificam automação, exatamente por isso.


O Dado e o Documento São Coisas Diferentes

Uma distinção que muda o desenho do projeto.

O dado estruturado responde à pergunta do sistema: qual a situação, qual a data, qual o número. Serve para regra de negócio, alerta e relatório.

O documento oficial responde à pergunta do processo: preciso anexar a certidão emitida pelo órgão, com validade, ao contrato ou ao processo. Um campo "situação: regular" não substitui a certidão.

Por isso a coleta emite a certidão no próprio órgão e devolve o PDF oficial junto com o dado estruturado. Hoje são mais de 126 documentos oficiais emitidos em PDF na própria fonte.


O Que a Fonte Pública NÃO Resolve

Fonte com dado errado continua errada. A automação coleta o que o órgão publica. Divergência cadastral se resolve no órgão, não no robô.
Nem toda fonte é instantânea. Alguns órgãos processam pedido de certidão de forma assíncrona. O escopo precisa prever isso, e o SLA do processo precisa refletir.
Fonte pública não é bureau. Não existe score de crédito, verificação de antecedentes ou prova de identidade saindo daqui. Esse é outro produto, de outro mercado.

Como a Escolha da Fonte Aparece no Escopo

Na etapa de escopo, a fonte não é escolhida pelo nome do órgão. Ela é escolhida por três critérios:

  • A informação está lá? Nem sempre a fonte mais óbvia é a que publica o campo que você precisa.
  • Com qual frequência a fonte atualiza? Não adianta coletar de hora em hora uma base que publica uma vez por semana.
  • A fonte emite documento? Se o processo precisa da certidão, a fonte precisa ser a que emite.

Errar aqui produz o pior tipo de projeto: uma coleta que funciona tecnicamente e entrega a informação errada.


Conformidade: Por Que a Fronteira Importa

A conformidade com a LGPD, neste modelo, não vem de um termo assinado. Ela vem de onde o dado nasce.

  • Somente fontes públicas oficiais e dados fornecidos pelo próprio cliente.
  • Sem base própria de terceiros e sem revenda de cadastro.
  • Credencial exclusiva por cliente e tráfego cifrado.
  • Log de auditoria de cada entrega, com data, fonte e retorno.

Essa fronteira é o que permite responder à área jurídica com procedência verificável, campo a campo.


Próximos Passos

Se você não sabe ao certo qual fonte publica a informação que a sua operação precisa, esse é o ponto de partida da conversa, e não o volume nem o preço.

Quer mapear as fontes do seu caso? Comece listando a informação que a equipe consulta hoje na mão e em qual portal ela é buscada.

Assuntos
FontesPúblicasReceitaFederalCNJTRFBancoCentralINTERPOLOFACTransparênciaLGPD
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