O dossiê de integridade de um CNPJ, montado na fonte e com a hora da leitura em cada peça

Due diligence de terceiros por CNPJ: sanções administrativas, improbidade, embargos ambientais e processos disciplinares coletados nos órgãos oficiais e reunidos num dossiê datado, peça por peça.

O problema

No compliance de terceiros, a due diligence de integridade tem um problema que a análise de crédito não tem: o resultado precisa provar como foi obtido. Print de tela não prova nada, planilha preenchida à mão prova menos ainda, e o dossiê montado com consulta de ontem não responde à única pergunta que a auditoria faz: o que estava publicado no dia em que vocês aprovaram esse terceiro?

Some-se a dispersão. Sanção da CGU em um lugar, inidoneidade no TCU em outro, improbidade no CNJ, embargo ambiental no IBAMA, punição de mercado na CVM e na BSM. São seis portais com seis formulários, e o analista que faz isso na mão faz uma vez, no onboarding, e nunca mais.

Enquanto isso a sanção nova entra depois da aprovação. É aí que o programa de integridade falha na prática, não no papel.

Como funciona

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    Você manda o CNPJ do terceiro, ou a lista inteira da base.

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    A coleta consulta cada fonte de sanção e de contencioso no momento do pedido e devolve o resultado peça por peça, com o instante da leitura e o comprovante que a fonte gerou.

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    O dossiê fica com a data cravada: é o retrato do que estava publicado no dia da decisão, e é isso que sustenta a aprovação quando ela for revisada dois anos depois.

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    As fontes de sanção são relidas na cadência combinada, porque sanção não avisa: o alerta sai quando um terceiro já aprovado aparece em alguma lista.

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    O resultado entra no seu fluxo (GRC, ERP, planilha de risco ou API), no nível de detalhe que o comitê precisa ver.

Os documentos (64)

O escopo é o CNPJ. PEP, mídia adversa, listas internacionais de sanção e verificação de pessoas físicas, sócios incluídos, não estão neste catálogo, e a gente prefere dizer isso agora a entregar um dossiê que finge cobrir. Também não emitimos parecer nem score: entregamos a evidência coletada e datada, e a conclusão é do seu comitê. Se o que você precisa é o processo recorrente de cadastro de fornecedor, a página certa é a de homologação de fornecedores.

Dúvidas frequentes

O que é due diligence de terceiros?

É a checagem de integridade feita antes de contratar, e repetida ao longo do contrato, sobre fornecedor, parceiro, distribuidor ou intermediário: procurar nas fontes oficiais sanção administrativa, declaração de inidoneidade, improbidade, embargo ambiental e punição de mercado no nome daquele CNPJ. A Hath entrega a coleta dessas fontes e o dossiê datado; a análise e a decisão continuam com o seu comitê.

Qual a diferença entre due diligence e homologação de fornecedor?

Homologação é o processo recorrente que aprova e mantém o fornecedor apto para comprar. Due diligence é o ato de investigação, com um resultado que precisa sobreviver a uma auditoria: cada peça com fonte, data e comprovante. Muita gente faz as duas com os mesmos documentos. O que muda é a exigência de evidência.

O dossiê serve como evidência em auditoria?

É para isso que ele existe. Cada consulta traz o órgão, o instante da leitura e o comprovante emitido pela própria fonte, com código de validação quando o órgão fornece. O que não dá para provar não entra no dossiê.

Vocês verificam os sócios como pessoas físicas?

Não. O quadro societário é lido para saber quem são, mas a verificação de pessoa física (antecedentes, PEP, identidade) está fora do escopo, e é outro fornecedor.

De quanto em quanto tempo revalidar um terceiro?

Depende do risco do contrato, mas o intervalo que manda é o das listas de sanção: elas mudam a qualquer momento e costumam ser lidas em cadência diária ou semanal. As certidões acompanham a própria validade.

E quando o terceiro não tem nada?

Nada consta é resposta, e vale registrada: o dossiê guarda o negativo com a mesma data e a mesma evidência do positivo. O que nunca acontece é fonte fora do ar virar nada consta.

Isso é background check?

Não. Background check olha pessoas; aqui o objeto é a empresa e o que os órgãos públicos publicaram sobre ela. Quem precisa de checagem de pessoas precisa de outro fornecedor, e a gente diz isso antes da proposta, não depois.

Quer isso rodando na sua operação?

Conte quantos CNPJs você acompanha hoje e como o time faz isso agora. A partir daí dá para dizer se a automação se paga. E, quando não se paga, a gente diz também.

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Para entender o mecanismo

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